Sérgio Conceição: “Têm de me meter numa jaula”


Sérgio Conceição perspetivou a receção ao Portimonense, da 12.ª jornada da Liga NOS e falou da expulsão no Bessa, no final do duelo com o Boavista, após os festejos do golo de Hernâni…

O FC Porto está de regresso a casa na 12.ª jornada do campeonato e o próximo adversário dos azuis e brancos é o Portimonense, orientado por alguém que conhece muito bem a realidade portista: António Folha. Na antevisão da partida que se disputa esta sexta-feira no Estádio do Dragão, Sérgio Conceição deixou elogios aos algarvios, abordou a marca dos 250 jogos como treinador e falou também sobre a vitória e a expulsão no dérbi com o Boavista. Recorde-se que o FC Porto venceu o Boavista, por 1-0, na deslocação ao Bessa, com um golo apontado por Hernâni, aos 90+5′.

250 jogos como treinador: São dados a que não dou grande relevância. Eu e a minha equipa focamo-nos naquilo que é o nosso adversário. Obviamente que são 250 jogos e parece que foi ontem que comecei, mas espero atingir muitos mais, ainda que sejam situações a que não dou grande importância. A minha preocupação é manter a equipa focada e completamente consciente de que o Portimonense é uma equipa difícil. Na época passada fez-nos sempre golos, apesar de termos conseguido vencer. Tem qualidade individual e um treinador que me conhece bem e a esta casa. Vai ser um jogo extremamente difícil e temos de assumir as despesas e a responsabilidade de tentar ganhar os três pontos, que são muito importantes na minha caminhada. Estou sempre confiante que podemos ganhar. Trabalhamos com uma vontade grande de conseguir a vitória em cada jogo. Ganhar o próximo jogo é o mais importante, independentemente de coincidir com esta marca. A nossa forma de estar e de trabalhar é sempre a pensar na vitória, mas também temos pela frente adversários de qualidade.

Conhecimento mútuo: Como eu o conheço tão bem e ele a mim, é difícil que nos possamos surpreender um ao outro, mas vai ser um FC Porto-Portimonense e não um Sérgio Conceição-António Folha. Percebo a forma como ele trabalha e ele percebe a minha, mas depois há toda uma dinâmica e a própria preparação para o jogo. Espero amanhã ser mais feliz do que ele.

A expulsão no Bessa: Ninguém fica agradado por ser expulso. Nas três expulsões que tanto invocam não apanhei castigo pois não fiz nada suficientemente grave para que isso acontecesse. Fui expulso duas vezes por sair da área técnica e agora fui expulso por festejar efusivamente um golo. O jogo contra o Boavista foi um jogo difícil, um dérbi muito disputado (…) O que se passou não foi um jogo de futebol, foi uma batalha. Eu, aos 90+5′, comemoro com um palavrão e o mais importante foi isso. Não ouvi falar do tempo útil de jogo que quase não existiu na primeira parte. No golo do Eder, no Europeu, ninguém soltou um palavrão? Tirando se tivessem na missa, ou coisa do género… Mas não é normal? Não posso ir para o banco? Têm de me meter numa jaula ou coisa do género.

Equipa comprometida e que acredita até ao fim: A equipa está muito comprometida e todos já viram isso. Os golos podem ser obtidos no primeiro ou no último minuto, mas lutamos sempre por esse objetivo. A equipa tem de jogar sempre de uma forma agressiva na procura da baliza contrária, até porque não estamos preparados para gerir o jogo de outra forma. Ganhámos o jogo com um golo aos 90m+5, mas esse golo poderia ter surgido na primeira parte. É sinónimo de que a equipa está focada, comprometida e que acredita até ao apito final do árbitro.

À entrada para esta ronda, os campeões nacionais são líderes isolados, com 27 pontos, mais dois do que o Sporting. O Portimonense segue na 11.ª posição, com 14.

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